ALUNAS DA UNIFAE MINISTRAM PALESTRA SOBRE BULLYING

Ocasionalmente, crianças e adolescentes se envolvem em discussões ou disputas que são naturais e fazem parte do crescimento físico e emocional. A brincadeira entre iguais costuma ser saudável quando se resolve entre eles. O problema passa a existir quando surgem agressões verbais, físicas e psicológicas, que se repetem durante determinado período, humilhando, intimidando e traumatizando a vítima, que se torna alvo de alguém ou de um grupo. Neste caso, configura-se a prática do bullying, palavra de origem inglesa, derivada de bully, termo que significa tirano, brigão ou valentão.

 

Cientes da complexidade do assunto, Aline de Souza e Larissa Caetano, estudantes do 6º. semestre de Psicologia da UNIFAE estiveram na Escola Estadual Dona Rita Amélia de Carvalho, em Santa Rita de Caldas (MG), para abordar o tema junto aos alunos do ensino fundamental, no final do mês de agosto.

 

“O resultado foi além de nossas expectativas. Eles se mostraram muito interessados, tanto que vieram conversar com a gente no final. ”, comentou Larissa. A partir de sua experiência como estagiária no CREAS de São João da Boa Vista, a estudante relatou casos que acompanhou, enfatizando a necessidade de se buscar ajuda nestas situações: “É extremamente importante o tratamento tanto para a vítima como para o agressor, pois é possível que ambos estejam passando por algum problema”.

 

 

Durante o evento, uma dinâmica em que o conteúdo de um tubo de pasta de dentes foi colocado num recipiente mostrou que, da mesma forma que não era possível retornar a produto para dentro da embalagem, as ações de bullying também não podem ser desfeitas. “É o que acontece com palavras e atos, não voltam atrás. Tanto a vida de quem sofre quanto a de quem pratica o bullying nunca mais será a mesma, sempre haverá marcas. Por isto é tão importante falar sobre o assunto. ”, explica Aline, ex-aluna da escola e agora estudante da UNIFAE.

 

Reconhecendo o privilégio de participar desta ação e agradecendo a UNIFAE, que as está capacitando para tanto, as estudantes finalizaram dizendo da importância de manter pais, responsáveis e professores informados sobre as ocorrências: “Quase sempre é recomendado contar com a ajuda de um psicólogo. Nos casos mais graves, porém, é fundamental este acompanhamento”, finaliza Larissa Caetan.